visitante(s) soprando palavras ao vento




26.9.03

Estás ...

Esperança? - Cético ainda sou à ela.
Confesso desconhecer
por onde esta criança vaga.
Onde ela está?
Onde Ela está? - À dentro em mim... porquanto.

Mas, não sei - e, talvez saiba mas não queira - se
Senhor sou de
Meu próprio Universo,
por inverso Ele
se encontrar à mim.
Mas relativamente,
não estarei ( serei )
Eu,
O Inverso próprio?
O próprio dele meu?
Não, próprio eu sou dele - pois sou Ele.

Dele, o Inverso. Dela - Esperança - o
Inverso também.
Ah, coração que trai-me!
Sossega!
Por que ainda te iludes?
Ou doce é a ilusão, ou sem elas não vives.
Mas que sentido há nisto, que sentido há?
Ah, coração que o sentido nunca busca!
Ave tu Esperança, - fênix -
Tu que nunca morres, mas neste
nunca morrer,
um pouco nos mata.
Ah, coração sem trégua!

Criança, criança,
donde estais?
Oh, pequena criança - Esperança -
donde estais?
Oh tu, criança que nunca morres,
Estais em mim?
Tão somente para me iludir, - brincar comigo -
talvez estais.
Mas já não sei se quero mais brincar.
Sabe a Descrença? Estou lúcido - como os deuses -
De que
Ela
em mim habita. Sim habita, e
arbitra.
Ah, tolo meu ( eu )! Ah, coração tolo.
Mas se tolo é o coração,
Tolo é
Seu dono;
Dono que não o
possui, mas é
Possuído. Ah, pobre possesso desse mal que se chama ... - não queria dizer - Amor.


Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 3:26 PM
 


22.9.03

Versos Gnósticos

Nada não sou - pois,
Pleroma me sou.
Nada nunca serei ( sempre algo sou ) - pois,
me sou Pleroma.
Nada ser? Não posso - pois,
Pleroma me é ( Oxalá à Abraxas ).
Disso à parte:
Todos os sonhos são Pleroma e
Eu,
O Sonho de Abraxas ( o Arquiteto).

A noite de minha janela,
contemplo as estrelas.
Sou Elas, ou
Elas me são?
Sabem por que existo?
Para elas existirem.
Absurdo?
Como então elas teriam
CONSCIÊNCIA que existem?

Tudo bem; - não se importem comigo, nem com isto - não existo!
Mas minha consciência ( cósmica? ) sim - existe. Pois,
Pleroma me sou.
Pleroma? ... Ah, Abraxas!
Pleroma me é.

Francisco Maximiano da Silva. ( Junguianamente )

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 10:01 AM
 

Recebi por e-mail de meu colega Bellini, e achei que valia a pena ser postado aqui. Claro que tratam-se de afirmações auto-evidentes ( ou seria eu, xenófobo? ).

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 8:37 AM
 


19.9.03

Hoje uma pessoa próxima a mim disse que um dia acreditara na vida, nas pessoas.
Hoje, não mais.Surpreendi-me pela mágoa e rancor em suas palavras, e ao mesmo tempo enxerguei-me nelas , há algum tempo atrás.E então, veio-me à memória o início do exercício de blogar. O (re)conhecimento da fé nas pessoas e na vida.
Uma fé que independe de credo e religião. Uma fé que supera barreiras, destrói muros e constrói pontes que nos unem, apesar da distância.
Hoje tomei a liberdade de enviar este texto para ela, esta pessoa.
Um texto que um alguém um dia me enviou. Num momento de dor, escuridão e profundo sofrimento.
Publico aqui o texto, na íntegra, na intenção de que ele possa vir a ser útil a tantos mais quantos necessitem desta mesma palavra que acalentou meu coração num momento de tanta fragilidade.
Que ele possa chegar aos olhos e ao coração de alguém, assim como chegou aos meus...
em forma de luz e amor!!


Fé na vida


Fé é uma força mágica que move nosso mundo. Sem conotação a crenças religiosas, mas ao ato da fé pura e simples. É a confiança nos resultados que esperamos, a certeza das coisas que ainda não vemos, sobretudo a atitude de acreditar na vida. É a realidade do nosso dia, pois engenheiros projetam porque acreditam na física, marinheiros se aventuram pelos mares porque acreditam nas correntes, nos ventos, nas leis da navegação. O eletricista na eletricidade, o professor no aluno, o lavrador na agricultura.

Vivemos porque acreditamos na vida, e também acreditamos nas pessoas. Nosso trabalho existe porque cremos que o outro ser humano que nos procura, fragilizado, fragmentado, triste, aos pedaços, no devido tempo, vai se recuperar. Vai achar a solução perfeita que pensava não existir, vai florir novamente, tal como as flores da primavera também se recuperam das agressões do inverno. O brilho, o viço e a intensidade das cores não morreram, estavam esperando a hora certa de surgir e encantar.

As pessoas também são assim. Horas tristes e angustiadas dão lugar a alegria e contentamento, e aquele brilho no olhar apenas varia de intensidade. Furacões que se levantam dos oceanos e sacodem as profundezas silenciosas dos mares com seus redemoinhos e, em fúria, destroem navios e tripulações também variam de intensidade e tornam-se aquela mesmíssima brisa mansa que acaricia as tranças das crianças que brincam em torno de suas casas. É a maneira da natureza agir e a vida fluir.

Duras ou eternas, efêmeras ou passageiras, a vida é assim. Marés altas sucedem marés baixas, luz à escuridão, calor ao frio, amor ao ódio, desejo, atração à rejeição, ansiedade à alegria, euforia ao silêncio, o vazio. Um universo de ambivalências, conflitos simultaneamente existindo, consumindo. A natureza é a vida, e é sábia pois trabalha sempre para a mudança, a renovação, a evolução, o melhor. E o que nos move é isto, acreditar que o melhor ainda está por vir, apesar de tudo. Trabalhar e fazer tudo o que nos é possível agora, pois o processo é irreversível. Da fria madrugada à ensolarada manhã de nossas vidas é questão de acreditar, de esperança e fé.

(texto recebido através do CVV - Centro de Valorização da Vida)

Bia soprou estas palavras ao vento às 2:19 AM
 


16.9.03

Reflexão Manética

Mané.
Ei meu, seu
Mané.
As pessoas
são
Maldosas, e a
Maldade é
O Prazer do Exercício do Poder.
Pois é,
seu mané - o babaca que escreve isto para ninguém ler.

Se têm poder para feri-lo
- já que as coisas "normalmente" são piores do que pensamos -
certamente o farão. Seu mané.
Mané-Vulgo: Babaca
Mané-Bíblia: Emanuel, filho de Deus, Rei dos reis, o Um. Um mané.

Mané ......, escreve.
Manezão.

O mundo é dos espertos - manés egocêntricos.
O Carpinteiro - um certo mané altruísta - foi
Crucificado.
Bem feito, mané.
Quem mandou se preocupar
com
os Manés da humanidade?
Bem feito Mané.
Adoramos Um mané,
E somos manés.
...
Ah! Também adoramos humilhar;
- manés -
como fizermos com o filho de uma certa - mané também -
Maria, esposa de carpinteiro ( que se chamava José, portanto um Zé Ninguém ),
que por ser virgem só poderia ser
Mané também - ou seria
Maria mesmo, como qualquer outra,
só para fazer concordância gramatical?

De um
Mané:
Tchau manés.


Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 10:20 AM
 


10.9.03

Posts

Peço que me desculpem a falta de posts. Tenha vários rascunhos de coisas para postar, mas sinto-me aflito numa sensação de impotência perante o mundo pela forma como ele me afeta, não só com sua correria, como também pela indiferença perante o sofrimento humano - principalmente se este for psíquico. Diante de tudo, que acaba se traduzindo produtivamente em nada para fazer, sinto-me anestesiado, porém também, acoado. Estou cansado; si sem dúvida estou. Cansado de muitas coisas, até do cansaço mesmo. Quero dormir e só acordar ..., pensando que tudo não passou de um sonho.
A vida é corrida, e agora tenho que ir. Tchau, e tudo de bom à todos.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 1:41 PM
 


9.9.03

A Vida Ao Contrário

"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela
termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está
todo de trás para frente. Nós deveríamos morrer
primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo,
até ser chutado para fora de lá por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você
trabalha 40 anos até ficar novo o bastante para poder
aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe
bastante álcool, faz festas e se prepara para faculdade.
Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira
criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um
bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus
últimos nove meses de vida flutuando.... E termina tudo
com um ótimo orgasmo!!! Não seria perfeito?"

Charles Chaplin

Gregory Grimaud soprou estas palavras ao vento às 4:40 AM
 

A FAMÍLIA DA ROSA



A rosa é uma rosa

E sempre foi rosa.

Mas hoje se usa

Crer que a pêra é rosa

E a maçã vistosa

E a ameixa, uma rosa.

Pergunta a amorosa

Que mais será rosa.

Você, claro, é rosa ¿

Mas sempre foi rosa.


(Robert Frost)

Gregory Grimaud soprou estas palavras ao vento às 2:52 AM
 


5.9.03

Solidão


Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer amor...
... isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...
... isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe as vezes, para realinhar os pensamentos...
... isto é equilíbrio.

Tampouco é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente, para que revejamos a nossa vida...
... isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
... isto é circunstância.

Solidão é muito mais que isto...
... Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão, pela nossa Alma!

(desconheço o autor)

Bia soprou estas palavras ao vento às 2:26 AM
 


3.9.03

O Tao da Física

"Por mais sofisticados que sejam nossas descrições e modelos sobre a realidade, estes serão apenas construtos e mapas de nossa compreensão mental sobre o mundo."
Carlos Antonio Fragoso Guimarães

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 3:07 PM
 


2.9.03

Crítica ao Cientivismo ( ou positivismo cientifífico )

"A crença na certeza do conhecimento científico está na própria base da filosofia cartesiana e na visão de mundo dela derivada, e foi aí, nessa premissa fundamental, que Descartes errou. A Física do século XX mostra-nos convicentemente que não existe verdade absoluta em ciência, que todos os conceitos e teorias são limitados. A crença cartesiana na verdade infalível da ciência ainda é, hoje, muito difundida e reflete-se no cientificismo que se tornou típico de nossa cultura ocidental. O método de pensamento analítico de Descartes e sua concepção mecanicista da natureza influenciaram todos os ramos da ciência moderna e podem ainda hoje ser muito úteis. Mas só serão verdadeiramente úteis se suas limitações forem reconhecidas (...)." (Capra, 1986, p. 53).

Fritjot Capra - Físico.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 10:58 AM
 


1.9.03

Sobre a Bagagem do Kung Fu

Ninguém tem que necessariamente saber a história e filosofia do Kung Fu para praticá-lo aqui e agora. Creio que para praticar-se Kung Fu, seja tão somente como defesa pessoal, luta esportiva ou ginástica ( fitness ), não seja necessário conhecimento teórico algum para com respeito à arte. Se o indivíduo possuir certas aptidões natas - ou a tão aclamada, bagagem -, orientado por um bom técnico ( disse técnico, e não necessariamente, mestre ), nem mesmo faz-se necessário que conheça o princípio de esforço e auto-superação presente nas artes marciais orientais. Porém, se quer-se praticar Kung Fu como arte e filosofia, certamente algum conhecimento faz-se necessário, pois qualquer arte apresenta significado muito maior do que o superficialmente perceptível.








Abaixo segue o link para um vídeo de jogo de ping pong no melhor estilo Matrix ( com direito a bullet time ), apresentado no Se Vira Nos Trinta japonês. É divertidíssimo; espero que gostem

http://www.astercity.net/~tobik/pingpong.html

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 9:03 AM
 
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